MEA CULPA


Hoje não quero portas abertas

ou olhos que vertem nas frestas

abdico do perdão que por covardia

ou extrema vaidade pensei pedir

quando a dor de ser má

atou nós e me inundou de breu

dou ao tempo passagem célere

para que amadureçam verdades

subscritas em intensas emoções

sempre incontidas no calor da hora

tanto ainda que se desvendar

eu temo, pelo gume de minha língua

nem um passo, través ou avante

apenas nada, agora... vazio que aperta
 
e uma expectativa muda

para que o caos em si definhe

sendo apenas mais uma página virada

uma esquina a mais dobrada

na senda comum de nós dois.

 

 ( Malu Sant'Anna )


Rabiscos de Moon

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